facebook youtube

Notícias

“Desauras e Outras Coisas” de Patricio Farías é destaque na revista Frieze

A exposição “Desauras e Outras Coisas” do artista chileno Patricio Farías na Galeria Bolsa de Arte em São Paulo foi considerada pela revista Frieze uma das cinco melhores exposições que está acontecendo paralela a Bienal São Paulo.

 

O título da matéria é “The Best Shows Across São Paulo Ahead of the 33rd Bienal” e foi escrita pela crítica de arte, escritora e historiadora Camila Belchior.

>> Confira a matéria no link: https://frieze.com/…/best-shows-across-sao-paulo-ahead-33rd…

__________

Sobre o artista Patricio Farías:
Escultor e artista multimídia. Frequentou cursos de Desenho na Escuela de Bellas Artes de la Universidad de Chile entre 1964 e 1968, onde licenciou-se em Artes Plásticas em 1972. Foi professor de Desenho e Expressão Gráfica na Escuela de Bellas Artes de la Universidad de Chile entre 1969 e 1973. Mudou-se para Porto Alegre/RS, Brasil, em 1981 onde lecionou Desenho e Serigrafia no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. A partir de 1986, alterna temporadas de trabalho entre o sul do Brasil e seu estúdio em Barcelona, Espanha.

__________
A exposição fica aberta para visitação até 17 de Outubro na Bolsa de Arte em São Paulo.
.
Galeria Bolsa de Arte
Rua Mourato Coelho, 790
Vila Madalena, São Paulo.
11 3812-7137

Programa Educativo da FVCB

Tendo como objetivo o estímulo ao desenvolvimento intelectual, afetivo e criativo através do contato com a arte, o Programa Educativo da FVCB promove visitas mediadas a grupos escolares e ao publico interessado. A FVCB acredita no poder transformador da arte e nos impactos sócio-culturais que experiências com a arte contemporânea possibilitam no desenvolvimento humano. 

>>> Na imagem, registro da semana passada, no dia 04 de outubro, quando ocorreu a visita dos alunos da EMEF Farroupilha do 9ºano.

As visitas mediadas são realizadas mediante agendamento prévio, pelo e-mail: educativo@fvcb.com ou pelo telefone: (51) 98229-3031. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h 30.

Mara Alvares na exposição “Mulheres Radicais” na Pinacoteca de São Paulo

Na exposição “Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960-1985″, em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, está exposto trabalhos da artista Mara Alvares que pertence a Coleção Artistas Contemporâneos do Acervo Artístico da Fundação Vera Chaves Barcellos.

Na série “Andasônia” (1977), Mara Alves fotografa dançarinos em interação com árvores, combinando assim, performance e fotografia. A obra pode ser vista na Pinacoteca até o dia 19 de novembro na seção ‘Paisagem do corpo’.

 

>> Saiba mais sobre a produção da artista:
Entre 2010 e 2011, a FVCB apresentou a exposição “Pintura, da matéria à representação” com treze pinturas selecionadas por Mário Röhnelt. Em ocasião da mostra, a FVCB produziu um documentário sobre a produção dos artistas participantes. O documentário tem direção de Hopi Chapman e Karine Emerich. Assista o trecho com o depoimento da artista Mara Alvares falando sobre sua obra no nosso canal no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=2C6wORcmzzc

“O poder da multiplicação” em cartaz até 11 de novembro no MARGS

Fica em cartaz até 11 de novembro, no Museu De Arte Do Rio Grande Do Sul, a mostra coletiva “O poder da multiplicação”, promovida pelo Goethe-Institut Porto Alegre.

Com quatorze artistas contemporâneos brasileiros e alemães, tratando da linguagem e das técnicas de reprodução na arte, da gravura à era digital, a exposição tem visitação gratuita de terças-feiras a domingos, das 10h às 19h.

A artista Vera Chaves Barcellos participa da exposição com quatro trabalhos. Confira o …texto da professora e pesquisadora Niura Ribeiro sobre a artista, intitulado “Desnaturar o dispositivo: inflexões fotopictográficas” e também veja o vídeo sobre Vera no site do Goethe-Institut Porto Alegre: http://bit.ly/auraremastered_vera

Visite e participe!
____________
Endereço:. Praça da Alfandega, s/n.

Nosso próximo evento: abertura de exposição e lançamento de catálogos

No dia 22 de setembro de 2018, a partir das 11h, a Fundação Vera Chaves Barcellos inaugura a exposição coletiva “Apropriações, Variações e Neopalimpsestos”, com curadoria de sua equipe e que reúne trabalhos de mais de 30 artistas.

Utilizando como ponto de partida o procedimento de apropriação artística e a partir de uma nova perspectiva, a mostra é uma continuidade da exposição A Condição Básica, apresentada no primeiro semestre desse ano. Integram a nova mostra: fotografias, vídeos, serigrafias, livros de artista, obras gráficas e objetos, além de pinturas, esculturas e colagens que problematizam a questão da apropriação no universo das artes visuais na contemporaneidade.

Integram a nova mostra: fotografias, vídeos, serigrafias, livros de artista, obras gráficas e objetos, além de pinturas, esculturas e colagens que problematizam a questão da apropriação no universo das artes visuais na contemporaneidade. Entendemos a apropriação em arte como o ato de apropriar-se de imagens ou de objetos, dando-lhes novas funções e alterando as suas possibilidades de significação. Essa maneira de operar continua em expansão no século XXI, quando os artistas apropriam-se com ainda mais ímpeto e criatividade, utilizando-se das novas tecnologias disponíveis.

Como os antigos pergaminhos, que eram raspados pelos escribas para reutilizá-los, revitalizá-los e ressignificá-los, as obras apresentadas na exposição são o que poderíamos nomear Neopalimpsestos. Arte enquanto ressonância de contextos socioculturais, que, mesmo separados pelo tempo, possuem ligações entre si, desvendadas pelo recorrente fazer dos artistas visuais. Nesse sentido, as apropriações, as variações e os neopalimpsestos, re-raspados incessantemente durante a longa história da cultura, estabelecem uma continuidade transtemporal que tem assegurado a vitalidade da arte. Geopolítica, economia, comunicação, literatura, história da arte e a memória são alguns dos disparadores para a exposição Apropriações, Variações e Neopalimpsestos.

Participam da mostra artistas nacionais e internacionais: Almandrade; Antonio Caro; Antoni Miralda; Antoni Muntadas; Begoña Egurbide; Betty Radin; Claudio Goulart; Coletivo Hacia un arte grupal; Coletivo Slavs and Tatars; Elaine Tedesco; Eulàlia Grau; Gretta Sarfaty e Elvio Becheroni; Helena Martins-Costa; Hélio Fervenza; Ismael Monticelli; Jonathas de Andrade; Julio Plaza e Augusto de Campos; Klaus Groh; León Ferrari; Lorena Geisel; Lurdi Blauth; Marcelo Silveira e Cristina Huggins; Mariana Vassileva; Martha Hellion; Mary Dritschel; Milton Marques; Nicole Gravier; Patricio Farías; Paula Scamparini; Regina Silveira; Rogério Nazari; Romy Pocztaruk; Telmo Lanes; Vera Chaves Barcellos; Vik Muniz; Virginia de Medeiros e Wlademir Dias-Pino e João Felício dos Santos.

No mesmo dia, teremos o primeiro encontro do Curso de Formação Continuada em Artes, com visita mediada à exposição oferecida aos professores e educadores inscritos (às 10h).

Acompanhando a abertura, acontecerá o lançamento de dois catálogos de exposições que ocorreram anteriormente na Fundação Vera Chaves Barcellos: (2017/02) e A Condição Básica (2018/01). Amplamente ilustradas, as publicações apresentam os textos curatoriais em português e em inglês. Distribuição gratuita. A curadoria da exposição foi do duo de artistas Ío e a da exposição A Condição Básica foi da equipe da Fundação.

As atividades integram a 12ª primavera dos museus que ocorre de 17 a 23 de setembro de 2018 e é organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus – Ibram.

 

Para o evento a FVCB disponibilizará transporte gratuito em dois horários: às 11h e às 14h, com saídas em frente ao Theatro São Pedro, Centro Histórico de Porto Alegre. Inscrição prévia: info@fvcb.com | (51) 3228-1445 e (51) 98102-1059.

_______________

SERVIÇO
Quando:
22 de SETEMBRO de 2018, SÁBADO, DAS 11 ÀS 17H.
Onde: Fundação Vera Chaves Barcellos – Av. Senador Salgado Filho, 8450|Viamão/RS.

Inscrições para o ônibus da abertura:info@fvcb.com| (51) 3228-1445 | (51) 9848-5994.

Visitação até 15 de dezembro de 2018.

Agendamento prévio das visitas: educativo@fvcb.com | (51) 98229 3031.

O episódio de hoje no Circuitos Compartilhados enfoca no grupo Nervo Óptico

O episódio nº 12 do CCTV de hoje, 13 de setembro, enfoca o grupo Nervo Óptico. Newton Goto entrevista três dos artistas integrantes do Nervo Óptico - Clovis Dariano, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos – assim como a pesquisadora e professora da UFRGS Ana Albani, curadora e autora de referenciais exposições e publicações sobre o grupo. 

A entrevista aborda uma das principais ações agregadoras do grupo em seu momento de formação – o “Manifesto” – um texto crítico coletivo amplamente divulgado na cena local em que se questionava a pretensão dirigista do mercado de arte sobre a produção artística. Os entrevistados re-contextualizam aquelas reflexões em relação ao sistema artístico atual brasileiro em que o circuito institucional e o comercial estão muito mais consolidados. A conversa transita também sobre o uso da fotografia, da série fotográfica e dos cartazes, linguagens marcantes nas poéticas individuais e coletiva do grupo. Pontua-se também alguns outros momentos experimentais de destaque na cena artística portoalegrense e que antecederam o próprio Nervo Óptico, como a produção em super-8 fomentada pelo professor Carlos Mancuso junto ao Instituto de Artes da UFRGS no início dos anos 70, em especial 1972 e 73. Por fim, conversamos sobre o vídeo “Nervo Óptico, um olhar global na solidão local”, de 2018, com direção Hopi Chapman e Karine Emerich, e sobre os filmes em super-8 “Ovo-flor” feito por Clovis Dariano em 1973, e “Memória de um rio” feito por Vera Chaves Barcellos em 1980.

CCTV – Circuitos compartilhados TV tem apoio da COPEL; parceria com a UFPRTV; é uma realização da EPA!; e tem o incentivo do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura/ PROFICE – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

________________

HOJE, 13/09, às 21h assista na UFPR TV (canal 15 na NET), Curitiba e Região Metropolitana.

Reprises:. sexta 15h30, domingo 20h30 e segunda 15h.

 

Vera Chaves Barcellos participa da exposição “O Poder da Multiplicação” no MARGS

No dia 11 de setembro, ocorre a abertura da exposição “O Poder da Multiplicação” no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. O projeto é uma contribuição artístico-teórica à reflexão sobre a questão da reprodução hoje em dia. A artista Vera Chaves Barcellos participa da coletiva ao lado de treze artistas contemporâneos do Rio Grande do Sul e da Alemanha a convite do Goethe-Institut Porto Alegre.

Reproduções, tiragens múltiplas ou cópias são instrumentos de comunicação contra o conceito autoritário de originalidade. Elas servem à propagação em massa, inclusive de propaganda dos mais variados matizes. O projeto “O poder da multiplicação“ é uma contribuição artístico-teórica à reflexão sobre a questão da reprodução hoje em dia.

 

Trinta anos após o surgimento dos meios digitais, com os quais o acesso à informação e a reprodução (Copy & Paste) se tornaram naturais, questões a respeito dos fundamentos estruturais, da possibilidade da reprodução e de seus conteúdos atualmente voltam a ser discutidas. Os 14 artistas contemporâneos do Rio Grande do Sul e da Alemanha apresentados na exposição lidam com essas questões de maneiras muito diferentes.

>> Confira o texto da professora e pesquisadora Niura Ribeiro sobre a artista, intitulado “Desnaturar o dispositivo: inflexões fotopictográficas” e também veja o vídeo sobre Vera no site do Goethe-Institut Porto Alegre: http://bit.ly/auraremastered_vera

_______________

Curadoria: Gregor Jansen, Alemanha
Consultoria: Paulo Gomes, Francisco Dalcol, Andreas Schalhorn
Idealização e Produção: Goethe-Institut Porto Alegre

ARTISTAS:
CARLOS VERGARA, Brasil; FLAVYA MUTRAN, Brasil; HANNA HENNENKEMPER, Alemanha; HELENA KANAAN, Brasil; HÉLIO FERVENZA, Brasil; MARCELO CHARDOSIM, Brasil; OLAF HOLZAPFEL, Alemanha; OTTJÖRG A.C. , Alemanha; RAFAEL PAGATINI, Brasil;
REGINA SILVEIRA, Brasil; VERA CHAVES BARCELLOS, Brasil; THOMAS KILPPER, Alemanha; TIM BERRESHEIM, Alemanha; XADALU, Brasil

O jornal como obra de arte: edições especiais jornais diários alemães Süddeutsche Zeitung, Frankfurter Allgemeine Zeitung e Die Welt, criadas por artistas como Anselm Kiefer, Jenny Holzer, Sigmar Polke, Gerhard Richter, Georg Baselitz, também farão parte da exposição.

A exposição faz parte de uma série de atividades impulsionadas pelo Goethe-Institut, desde 2015, em parceria com artistas e instituições locais, nacionais e internacionais, que vêm dando foco especial à arte impressa e ressaltando a ligação entre as ricas tradições do Rio Grande do Sul e da Alemanha nesta linguagem. Residências artísticas, exposições, concursos e publicações foram desenvolvidas ao longo deste percurso, que agora culmina em O Poder da Multiplicação.

Registros da abertura da exposição “Nervo Óptico – Conceitualismo e experimentação nos anos 70” na Galeria Superfície em São Paulo

No dia 04 de setembro, na Galeria Superfície em São Paulo a abertura da exposição “Nervo Óptico – Conceitualismo e experimentação nos anos 70”.

A exposição “Nervo Óptico – Conceitualismo e experimentação nos anos 70” é a primeira mostra histórica do grupo em galeria. Estarão em exibição obras da década de 1970 dos artistas Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Álvares, Telmo Lanes, e Vera Chaves Barcellos, caracterizadas pela experimentação em fotografia: colagens fotográficas, foto-perfomances, foto-livros e outras produções do Grupo.

Surgido em meados da década de 70, o grupo “Nervo Óptico” foi um movimento de artistas de vanguarda do Rio Grande do Sul, com atuação entre 1976 e 1978. Sua inventiva produção – sobretudo usando a fotografia como suporte para experimentação – se destaca pela crítica à logica de mercado como condutora das políticas culturais.

A história do “Grupo Nervo Óptico” começa em 1976, quando um grupo de jovens artistas de Porto Alegre começaram a se reunir. Nesses encontros, discutia-se o contexto cultural e político do Rio Grande do Sul. Nesse mesmo ano, Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Jesus Escobar, Mara Álvares, Telmo Lanes, Romanita Disconzi e Vera Chaves Barcellos redigiram e assinaram um manifesto crítico à ideologia de mercado como condutora de políticas culturais, e deram início ao que chamaram de Atividades Continuadas, que consistiu em dois dias de exposição de objetos, obras gráficas, fotografias, instalações, livros de artista, projeções, performances, ações e debates, e que tiveram lugar na sede do MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul).

“Nervo Óptico” foi o nome adotado por Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Álvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos, em 1977, para denominar uma publicação mensal “aberta a novas poéticas visuais”. Impresso em off-set, no formato de “cartazetes”, esse material gráfico era distribuído de forma gratuita. Publicado mensalmente durante 13 meses, cada edição continha trabalhos inéditos de artistas do grupo ou convidados. Com a publicação dos “cartazetes” o trabalho dos artistas passou a repercutir fora do estado, rendendo aos artistas o nome “Grupo Nervo Óptico”, dado pelo crítico Frederico Morais e posteriormente adotado pelo grupo.

As atividades do Grupo se estenderam até 1978 com as sessões criativas, que renderam um farto material fotográfico de ações e atividades experimentais, caracterizadas pelo humor e por jogos inventivos. O Grupo Nervo Óptico ainda participou de outras exposições, como as realizadas na Galeria Eucatexto e no Instituto de Artes, no Centro Cultural São Paulo e na Fundação Vera Chaves Barcellos.

 

__
Texto/pesquisa: Ana Albani de Carvalho
Curadoria: Gustavo Nóbrega
__
A exposição fica em exibição até o dia 3 de novembro e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado, das 11h às 17h.

A artista Vera Chaves Barcellos participa de coletiva no Instituto Tomie Ohtake

Ocorreu no dia 04 de setembro, a abertura da exposição “AI-5 50 ANOS – Ainda não terminou de acabar” no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo. A artista Vera Chaves Barcellos participa da exposição coletiva com três obras da década de 1970. A exposição fica em cartaz até o dia 04 de novembro de 2018.

“Para que pode servir uma instituição de arte em um país como o Brasil, hoje, em 2018? Embora isso não chegue diretamente ao olhar dos visitantes, essa é uma pergunta que as equipes do Instituto Tomie Ohtake enfrentam cotidianamente, no trato com as responsabilidades intrínsecas aos trabalhos desenvolvidos. As respostas para isso são muitas e uma delas passa pela revisão contínua da história da arte dentro da história mais ampla da sociedade, acreditando que tanto uma quanto a outra podem aparecer de forma renovada quando colocadas em tensão”.

A partir dessa reflexão, assinalada pelo Instituto Tomie Ohtake, nasce AI-5 50 ANOS – Ainda não terminou de acabar, exposição que busca discutir os custos da retirada de direitos democráticos para o imaginário cultural do País, em resposta aos 50 anos do Ato Institucional No. 5, marco do agravamento do totalitarismo da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985).

Conforme o curador Paulo Miyada, a pesquisa tem como núcleo a produção de artes visuais do período, com obras, ideias e iniciativas que nasceram em tensão com a interdição da própria opinião política, que chegou a ser virtualmente criminalizada pelas práticas de censura e repressão. Em alguns casos, as obras reunidas foram proibidas, destruídas ou subsistiram ocultas; em outros, sua circulação foi seriamente contida e seus modos de expressão passaram por codificações e táticas de resistência.

Como uma exposição-ensaio, AI-5 50 ANOS – Ainda não terminou de acabar propõe um percurso que passa por diversos estágios de restrição dos direitos democráticos e destaca múltiplas atitudes de contestação, grito e reflexão. Há também espaço para textos e documentos de contextualização, além de algumas obras comissionadas de artistas mais jovens, que conheceram o período por meio da história.

Segundo Miyada, uma das contribuições que a arte pode oferecer mesmo durante os arcos mais sombrios da história humana é a sua capacidade de ampliar o campo do que pode ser dito e sentido frente aos limites e interdições da linguagem. “Com isso em mente, é possível considerar que esta mostra não é apenas um memorial de silenciamentos e perdas, mas também de reinvenções e resistências, com apelos que se endereçaram à sociedade de então e continuam em aberto para os cidadãos de hoje”, completa o curador.

LISTA COMPLETA DE ARTISTAS PARTICIPANTES:

Adriano Costa, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Benetazzo, Antonio Dias, Antonio Henrique Amaral, Antonio Manuel, Aracy Amaral, Artur Barrio, Aurélio Michiles,Augusto Boal, Aylton Escobar, Bené Fonteles, Caetano Veloso, Carlos Pasquetti, Carlos Vergara, Carlos Zilio, Carmela Gross, Chico Buarque, Cildo Meireles, Claudia Andujar, Claudio Tozzi, Coletivo (Ana Prata, Bruno Dunley, Clara de Capua, Derly Marques, Deyson Gilbert, Janina McQuoid, João GG, Leopoldo Ponce, Mauricio Ianês, Pedro França e Pontogor), Cybèle Varela, Daniel Santiago, Décio Bar, Décio Pignatari, Desdémone Bardin, Edouard Fraipont, Evandro Teixeira, Francisco Julião, Frederico Morais, Gabriel Borba, Genilson Soares e Francisco Iñarra, Gilberto Gil, Glauber Rocha, Glauco Rodrigues, Guga Carvalho, Hélio Oiticica, Ivan Cardoso, Jo Clifford, Renata Carvalho, Natalia Mallo e Gabi Gonçalves, João Sanchez, Jorge Bodanzky, José Agrippino de Paula, José Carlos Dias, José Celso Martinez Corrêa, Lula Buarque de Hollanda, Marcello Nitsche, Marcio Moreira Alves, Marisa Alvarez Lima, Mario Pedrosa, Matheus Rocha Pitta, Mauricio Fridman, Nelson Leirner, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Raymundo Amado, Regina Silveira, Regina Vater, Reynaldo Jardim, Ricardo Ohtake, Roberto Schwarz, Samuel Szpigel, Sérgio Sister, Vera Chaves Barcellos, Wlademir Dias-Pino e outros.

Mais informações: https://www.institutotomieohtake.org.br/exposicoes/interna/ai-5-50-anos-a-ainda-napo-terminou-de-acabar

 

A obra “Caixa Preta” (1975) exposta na Fundação Iberê Camargo

A obra “Caixa Preta” (1975) de Augusto de Campos e Julio Plaza faz parte da Coleção Artistas Contemporâneos do Acervo Artístico da Fundação Vera Chaves Barcellos. A partir do dia 18 de agosto, a obra já pode ser vista na Fundação Iberê Camargo na exposição coletiva “Caixa Preta” com curadoria de Bernardo Jose De Souza, Eduardo Sterzi, Fernanda Brenner e Veronica Stigger. 

No dia da abertura, às 16h, aconteceu uma conversa com os Curadores e, às 17h, o primeiro encontro do “Seminário Sobre acidentes e caixas-pretas do passado, do presente e do futuro” recebendo o escritor e jornalista Eduardo “Peninha” Bueno.

A exposição fica em cartaz até o dia 14 de agosto de 2018.

Fundação Iberê Camargo – Av. Padre Cacique, 2000, Porto Alegre, RS.