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Notícias

Série “Strictly” do fotógrafo Jason Evans no Espaço Bronze

A série “Strictly” do fotógrafo Jason Evans faz parte da coleção da Fundação Vera Chaves Barcellos e atualmente pode ser vista no recém inaugurado espaço Bronze. A mostra faz parte do projeto “The Wall” que é uma parceria entre a Bronze, a FVCB e a Fundação Iberê Camargo, cujo diretor artístico, Bernardo Jose De Souza, assina a curadoria.

A série de fotografias retrata negros vestidos como dandies nos subúrbios de Londres e fica em cartaz por dois meses e poderá ser visitada com hora marcada e em dias de eventos abertos ao público.

Para mais informações e para agendamento: bronzeresidencia@gmail.com

Endereço: Espaço Bronze: Rua Duque de Caxias, 444, Centro Histórico, Porto Alegre-RS.

Radical Women: Latin American Art, 1960–1985 no Brooklyn Museum

No dia 13 de abril de 2018, inaugurou a exposição “Radical Women: Latin American Art, 1960–1985″ no Brooklyn Museum em Nova Iorque.

A mostra  ”Radical Women: Latin American Art, 1960–1985″  apresenta 260 trabalhos de 116 artistas mulheres latino americanas e norte-americanas com herança latina. Radical Women aborda a produção de artistas mulheres em um período chave na história da América Latina. A problematização do corpo, bem como a relação com o desenvolvimento da arte contemporânea e a repercussão internacional são eixos condutores da mostra. Veja o vídeo divulgado pelo museu sobre a exposição:

Radical Women: Latin American Art, 1960–1985 — Teaser

A artista Vera Chaves Barcellos faz parte da exposição ao lado das seguintes artistas brasileiras: Mara Alvares, Claudia Andujar, Martha Araújo, Analívia Cordeiro, Liliane Dardot, Lenora de Barros, Carmela Gross, Anna Maria Maiolino, Marcia X., Ana Vitória Mussi, Lygia Pape, Wanda Pimentel, Neide Sá, Regina Silveira, Teresinha Soares, Amelia Toledo, Celeida Tostes, Regina Water, Lygia Clark, Martha Araujo, Anna Bella Geiger, Leticia Parente e Iole de Freitas.

Epidermic Scapes (1977) é o trabalho exposto da artista Vera Chaves Barcellos. “São paisagens epidérmicas e também uma escapada de toda uma problemática interna (…) É um trabalho de superfície, ao nível da epiderme”, escreveu a artista, no ano de lançamento da obra.

A mostra já esteve em cartaz no Hammer Museum e em agosto estára na Pinacoteca de São Paulo.

Para mais informações sobre a temporada da exposição no Brooklyn Museum acesse: https://www.brooklynmuseum.org/exhibitions/radical_women

Vera Chaves Barcellos na SP-Arte 2018

Ocorreu entre os dias 11 e 15 de abril de 2018 a SP Arte- Festival Internacional de Arte de São Paulo no prédio da Bienal no Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. 

Nesta edição, participaram 132 galerias nacionais e internacionais e cerca de 2 mil artistas foram expostos. A obra da artista Vera Chaves Barcellos pode ser vista no stand da Galeria Bolsa de Arte.

Retrato (1975) (a imagem abaixo) e Epidermic Scapes (1977) foram as obras destacadas da artista Vera Chaves Barcellos no stand da galeria durante a SP-Arte 2018.

 

 

Lançamento de publicações do projeto Patricio Farías: A arte de rir da Arte

Lançamento de publicações do projeto “Patricio Farías: A arte de rir da Arte” reúne pesquisadores e educadores do município de Viamão no auditório do SESC Viamão. Saiba mais.

O lançamento da publicação e do material educativo do projeto “Patricio Farías: A arte de rir da Arte”, ocorreu na última sexta-feira, dia 13 de abril de 2018, no Auditório do Sesc Viamão (R. Alcebíades Azeredo dos Santos, 457, Centro, Viamão – RS).

Realizado com financiamento do Pró-Cultura RS | Fundo de apoio à Cultura, a Fundação Vera Chaves Barcellos lançou uma publicação fartamente ilustrada sobre a produção do artista Patricio Farías, abordando especialmente o humor e a ironia presentes em parte significativa de sua obra. Os pesquisadores Eduardo Veras, Neiva Maria Fonseca Bohns e Thaís Franco foram convidados pela FVCB para escrever sobre a produção do artista chileno na publicação.

Acompanhando este livro, também foi lançado material educativo realizado por Margarita Kremer e Yuri Flores Machado, do Programa Educativo da FVCB que é direcionado aos educadores do município de Viamão e demais interessados nas relações entre arte e educação.

Além disso, no evento de lançamento das publicações foram realizadas palestras  dos pesquisadores Prof. Dr. Eduardo Veras (vinculado ao Instituto de Artes da UFRGS) e da Prof. Dra. Neiva Fonseca Bohns (vinculada ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas, RS) sobre a produção artística do artista chileno Patricio Farías.

O livro e o material educativo tiveram distribuição gratuita e o evento entrada franca.

Lançamento de publicação sobre Silvio Nunes Pinto reúne pesquisadores e público no auditório do MARGS

O lançamento da publicação Silvio Nunes Pinto: Ofício e Engenho, projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos realizado com financiamento do Pró-Cultura RS | Fundo de apoio à Cultura – Lei nº 13490/10 ocorreu na última quinta, 15 de março. Pesquisadores debateram a obra de Silvio por diferentes abordagens. Saiba mais.

Uma produção singular no campo das artes visuais, a obra de Silvio Nunes Pinto veio à publico no ano de 2016, em mostra organizada pela artista Vera Chaves Barcellos e pela arquiteta Marcela Tokiwa, à época colaboradora da FVCB.

Descoberta por Vera, a obra de Silvio esteve armazenada em seu espaço de trabalho, uma pequena casa de cerca de 10 m² até 2005, ano de sua morte, momento em que a artista, ao adentrar a oficina, reconheceu o volume, a diversidade e a riqueza de imaginário da obra de Silvio Nunes Pinto. Esculturas e objetos os mais diversos, peças de mobiliário, equipamentos e instrumentos de trabalho abarrotavam o ambiente. Prevendo uma dispersão do conjunto, a FVCB então adquiriu as obras, hoje incorporadas à sua coleção.

Passando por um intenso trabalho de recuperação, higienização e catalogação das peças, um amplo conjunto de trabalhos foi exposto ao público na Sala dos Pomares, em 2016, com projeto museográfico de Marcela Tokiwa. Cubos brancos e diversas estruturas expositivas foram especialmente criadas para dar suporte expográfico às peças e instrumentos de trabalho criados por Silvio.

Com financiamento do Pró-Cultura RS | Fundo de Apoio à Cultura, Lei nº 13490/10, a Fundação Vera Chaves Barcellos lançou a publicação Silvio Nunes Pinto: Ofício e Engenho, no último dia 15 de março, no auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Ado Malagoli. Os pesquisadores Prof. Ms. Anderson Almeida e Prof. Dr. Paulo Silveira – vinculados ao Instituto de Artes da UFRGS – e o Prof. Dr. José Carlos Gomes dos Anjos, da Sociologia da UFRGS, estiveram presentes debatendo a produção de Silvio Nunes Pinto, por diferentes perspectivas.

Artistas, pesquisadores e público em geral compareceram ao evento, preenchendo expressivamente o auditório. Os debates e a interação entre os pesquisadores foi intensa e as discussões inauguram outras possibilidades de relacionamento com a obra de Silvio. Anderson Almeida destacou as correspondências entre as peças de Silvio com produções enquadradas no chamado etnodesign, campo de pesquisa do pesquisador que vincula práticas simbólicas a contextos etnicos. De uma perspectiva antropológica e sociológica, José Carlos Gomes dos Anjos estabeleceu relações entre as obras do artista com seu entorno sócio-histórico-cultural. Por fim, Paulo Silveira narrou as dimensões do encontro com a obra de Silvio, enaltecendo as particularidades da sua produção e a iniciativa da FVCB em dar a ela visibilidade.

Programação FVCB 2018

Saiba mais sobre os projetos programados para o primeiro semestre de 2018 pela Fundação Vera Chaves Barcellos.

Em março, a FVCB lança a publicação Silvio Nunes Pinto: Ofício e Engenho, que documenta a produção do artista que foi tema de exposição na Sala dos Pomares em 2016, em mostra com mesmo título. O evento será no auditório do Margs, no dia 15 de março.

Participam da publicação as organizadoras da mostra: a artista Vera Chaves Barcellos e a arquiteta Marcela Tokiwa com textos de apresentação, além dos pesquisadores Paulo Silveira e Anderson da Silva Almeida, que refletem criticamente sobre a produção de Silvio no campo das artes visuais. Bilíngue (português | inglês) e amplamente ilustrada, a publicação terá distribuição gratuita.

O lançamento contará com a presença de pesquisadores que abordarão a produção de Silvio Nunes Pinto sob a perspectiva da história, teoria e crítica de arte e também da antropologia. O projeto está sendo realizado com recursos do Pró-Cultura RS | Fundo de apoio à Cultura. Lei nº 13490/10.

Para o início de abril, a FVCB inaugura a sua nova exposição A condição básica. Com organização da equipe da Fundação, a mostra se constitui por trabalhos de arte contemporânea que apresentam a questão da apropriação como estratégia criativa. Abertura: 06 de abril.

Também para abril, está programado o lançamento a publicação Patricio Farías: a arte de rir da Arte,  projeto realizado com recursos do Pró-Cultura RS | Fundo de apoio à Cultura. Lei nº 13490/10. O projeto é constituído por duas publicações, que abordam a produção do artista chileno pelo aspecto do humor e da ironia, sendo, uma delas, um material educativo a ser distribuído de forma gratuita entre educadores no município de Viamão.

CDP recebe pesquisadora da UFMG

O Centro de Documentação e Pesquisa da FVCB recebeu na tarde de ontem (30) a pesquisadora Gabriela Pires Machado da Universidade Federal de Minas Gerais. Saiba como pesquisar no CDP, aqui.

Doutoranda do curso de Arquitetura, Gabriela pesquisa a relação de intervenções artísticas em espaço público realizada por coletivos de artistas no período da ditadura militar. A pesquisadora ficou interessada em ações do grupo de artistas Nervo Óptico atuante entre 1976 e 1978, especialmente as intervenções urbanas.

Situado na região central de Porto Alegre, o Centro de Documentação e Pesquisa da FVCB salvaguarda farta documentação sobre a produção artística contemporânea.

Os pesquisadores podem ter acesso presencialmente ao acervo documental da Fundação Vera Chaves Barcellos sempre mediante agendamento prévio pelo e-mail: arquivo@fvcb.com.

Último dia de exibição de Aã reúne o público na FVCB

Em cartaz na Fundação Vera Chaves Barcellos desde setembro deste ano, a mostra curada pela dupla Ío recebeu a última visita do público no sábado (16).

Diferente de outros centros culturais e espaços museológicos situados no meio urbano, a Fundação Vera Chaves Barcellos oferece ao público uma experiência de fruição artística em meio a um ambiente circundado pela natureza. Em seus variados matizes o verde e a fauna local -  formigas, pássaros e pequenos animais - constituem o ecossistema que emoldura as exposições em cartaz na FVCB.

A área externa da instituição que já foi palco de performances e abriga a obra do artista espanhol Antoni Muntadas, em Aã, ganhou uma atenção especial do duo Ío, responsáveis pela curadoria da mostra. A potencialidade plástica do entorno natural foi o estímulo para que os curadores convidassem artistas a criar obras que dialogassem com a fauna e flora local, caso dos trabalhos dos artistas Antônio Augusto Bueno, Elcio Rossini, Guilherme Dable, Marina Camargo e Rogério Livi.

Obra de Elcio Rossini.

Chão de pomelos, de Antônio Augusto Bueno.

Desvio, de Marina Camargo.

Guilherme Dable montando a sua obra na área externa da FVCB.

Melencolia, de Rogério Livi.

Além de trabalhos da coleção Artistas Contemporâneos do Acervo da FVCB, apresentou obras criadas especialmente para a mostra, caso de Capacidade Vital, de Bruno Borne; Athar#01, de Túlio Pinto; a instalação de Rogério Severo; Compossibilidade, de Paulo Mog, e o trabalho Duas Mesas, da série Antessala, da artista Martha Gofre.

Rogério Severo.

Martha Gofre em montagem na Sala dos Pomares.

Compossibilidade, Paulo Mog.

Outro eixo da exposição foi a apresentação de objetos de coleções particulares – caso do livro da artista Vera Chaves Barcellos The Art of Henry Moore, de Will Grohmann,;  e ainda a recriação, nos pomares da FVCB, de uma escada fotografada por Vera (que está presente no livro sobre sua trajetória Obras Incompletas).

Acompanhando a exposição , a equipe do Programa Educativo da FVCB realizou visitas mediadas à mostra, atendendo o público escolar e espontâneo. Através do Programa Educativo, a Fundação desenvolveu a 14ª edição do Curso de Formação Continuada em Artes, programação realizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação de Viamão.

Já em Porto Alegre, com apoio da Galeria de Arte Mamute, a FVCB promoveu o ciclo de palestras Aã, seus desígnios e o que não vemos com a presença dos curadores e dos artistas Élida Tessler e Túlio Pinto.

Como última atividade pública da programação da FVCB em 2017, o público visitou Aã pela última vez neste sábado, 16 de dezembro. Em 2018, a Fundação Vera Chaves Barcellos lançará o catálogo da mostra.

Gordon Matta-Clark em Aã

 

Saiba mais sobre a participação do artista estadunidense Gordon Matta-Clark  na mostra Aã que se encerra neste sábado, 16 de Dezembro de 2017.

Sábado é o último dia para conferir , mostra da FVCB com curadoria do duo Ío na Fundação Vera Chaves Barcellos.

A curadoria também presta uma referência ao artista norte-americano Gordon Matta-Clark (1943 -1978), colocando à disposição do público fac-símiles de imagens de seu trabalho Odd Lots, que é conhecido hoje pelo nome de Reality Properties: Fake States.

 

 

As reproduções são acompanhadas do texto que explica o projeto do artista.

No começo da década de 1970, a cidade de Nova York tinha o improvável hábito de leiloar minúsculos e, muitas vezes, inacessíveis terrenos. Gordon Matta-Clark ficou fascinado por estas excêntricas propriedades, sobras de planos arquitetônicos em falhas de partições de quadras. De tamanhos variados, alguns exíguos quadrados, outros estreitos corredores, foram adquiridos pelo artista por valores entre 25 e 75 dólares estadunidenses. Como comenta sarcasticamente Jane Crawford, sua viúva, “…em pouco tempo realizou seu Sonho Americano. Tornou-se membro da nobreza fundiária ao comprar quinze terrenos”. Matta-Clark fotografou e fez um registro minucioso dos terrenos, quando possível – alguns estavam inacessíveis entre prédios. Este projeto permaneceu inconcluso até a morte de seu autor.

Odd Lots: Revisiting Gordon Matta-Clark’s Fake Estates, Publicação sobre o projeto Fake Estates, do artista estadunidense Gordon Matta-Clark.

Exposição antológica de Maristela Salvatori exibe obra do Acervo da FVCB

Com inauguração marcada para a próxima terça, 19 de dezembro, a exposição Terramarear apresenta uma antologia da artista, reunindo obras produzidas ao longo dos últimos 30 anos. A obra Bassin de la Villette, de 1999, um políptico grande em monotipia, pertencente à Coleção Artistas Contemporâneos do Acervo da FVCB.

Fotografia e gravura andam juntas na mostra Terramarear, antologia que apresenta cerca de 120 trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos 30 anos. Das gravuras em metal dos anos 1980, pautadas em fotografias de familiares e amigos em momentos de lazer no litoral; passando pela série Viagem de rio (1993), decorrente de um percurso de 10 dias, em uma chata, ao longo do Rio São Francisco; chegando às cenas de hangares, cais, construções monumentais, silenciosas e abandonadas em cidades visitadas pela artista. Num diálogo com a paisagem, natural ou construída, figuras humanas foram retiradas, ruídos urbanos, excluídos, permanecendo a arquitetura, com seus planos, linhas, levezas e pesos no espaço. Nesse processo, talvez tão importante quanto a viagem física, que possibilitou o registro fotográfico e, por extensão, a produção dessas obras, está a viagem interna, que abriu a Maristela novas possibilidades de pensar a representação do espaço, o lugar do observador – e, por consequência, dela mesma – e a própria técnica da gravura, com suas múltiplas possibilidades.

Sobre a exposição e seu título, a artista escreve: Terramarear, neologismo resultante da justaposição de palavras, remete não apenas ao universo de muitos dos trabalhos aqui apresentados, como também ao seus recursos construtivos, uma vez que diversas obras decorrem da associação de diferentes recursos técnicos e modos de impressão; evoca também a ideia de deslocamento e – por que não? – de um ‘lançar-se’ ao inexplorado, ao misterioso. [...] Há, por assim dizer, um deslocamento em círculos, com cenas marinhas e composições urbanas nas quais a fragmentação, a repetição, a serialização e o desdobramento são uma constante. Com inegável paixão pela gravura e pela fotografia, meus trabalhos partem e dialogam com essas duas linguagens, mesclando procedimentos tradicionais e tecnologias digitais; eles exibem, portanto, a matriz fotográfica, ao mesmo tempo em que revelam, em sua materialidade, os recursos da gravura e da monotipia em/sobre metal, bem como da manipulação digital. São impressões calcográficas e digitais nas quais, além de me apropriar de fotografias – ou aspectos destas –, trago a representação ou a alusão a lugares que me fascinam e cativam, seja devido a suas formas, seja pela carga de memória que evocam”.

Terramarear tem curadoria da historiadora e crítica de arte Paula Ramos e permanece em exibição até 11 de março de 2018.