A obra de arte, para Nick Rands, surge de um complexo sistema de tomada de decisões. Nesta obra, o processo de escolha de uma estratégia do olhar e de marcar a imagem do lugar em um determinado tempo é a afirmação da materialidade do mundo, sua inserção dentro dele e de seus limites. Em uma trilha à beira mar — duas horas na ida e duas horas na volta — são realizados registros fotográficos a cada dez minutos, treze vezes durante um ano. Simplicidade, natureza e repetição como processo de trabalho configuram os sistemas como geradores de variedades. A obra é um território que deve ser ocupado, percorrido e vivido. Para tanto, é necessário traçar uma estratégia e executá-la arisca.