-
Princesas
- Voltar
Miniatura
Número de registro
C00347
Artista
Título
Princesas
Data
2003
Denominação
Técnica/Material
Dimensões
78 x 118 cm (cada)
Texto para etiqueta
Begoña Egurbide
(Barcelona, Espanha, 1958)
Princesas, 2003
Fotografia lenticular
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Mídias relacionadas
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Textos
Notas do educativo
A obra pertence a uma série da artista dedicada a diversas fases da vida. Aqui, à infância. Na imagem, crianças dançam e se movimentam vestidas de princesas. O menino nos espreita e aponta desnudado. O clima parece ser de festa, mas as crianças não sorriem. O computador ligado nos leva a suspeitar: seremos também espectadores ou praticantes de um certo voyeurismo? Esse é o primeiro incômodo ao nos depararmos com a obra. O fato da fotografia lenticular provocar o nosso movimento diante do painel nos torna partícipe da obra. O movimento como dança dos personagens e do observador. O que num primeiro momento parece uma brincadeira na inocência e ingenuidade infantis, deixa de ser a um olhar adulto. As personagens são fadinhas e princesas, meninas vestidas com camisolas e maquiagem de mulheres adultas. Os registros parecem acontecer em sequências de ações diversas – o nosso olhar que prende cada instante. A obra como fragmentos de espelho nos faz escutar três vozes distintas, a consciência, a imagem e o pensamento projetadas num cristal que reflete o passado e o futuro no mesmo plano de ação, no impulso inconsciente de negar o que não gostamos em nós. A artista usou a fotografia e um sistema lenticular de impressão fotográfica digital nos mostrando sequências que aparecem e desaparecem, imagens que podem ser lidas como acumulação de instantes, prismas de um mesmo caleidoscópio que nos oferece a sensação de movimento e relato. Na
obra Em Magma, a mulher com o longo vestido vermelho amalgamada com a água corrente causa a impressão de uma continuidade do cenário para além do recorte demarcado pelos artistas. A leveza imaginada – quando nos remetemos à representação de uma Ofélia de Hamlet realizada em 1852, obra de Sir John Everett Millais, em que a personagem se deixa cair no rio para se afogar – é suspensa pela posição rígida do corpo, que nos relembra o verdadeiro sentido dos vestígios de um magma já solidificado. O vermelho intenso provoca relações com o núcleo de obras próximas na exposição revestidas de um certo tom sanguíneo, lembrando ciclos femininos, florações e possíveis feridas.
Material Educativo
Documento relacionado
Haverá consequências – catálogo


