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Y otra mano se tienda, da série Handing works from hand to hand
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Miniatura
Número de registro
C02180
Artista
Título
Y otra mano se tienda, da série Handing works from hand to hand
Data
1968
Denominação
Suporte
Dimensões
80,5 x 57 cm
Texto para etiqueta
Noemí Escandell
(Cañada de Gómez, Argentina, 1942 – Rosário, Argentina, 2019)
Y otra mano se tienda, da série Handing works from hand to hand
Impressão em Offset
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Exposições
Textos
Notas do educativo
O processo de apropriação dos antigos escribas nomeado palimpsesto consistia em apagar um papiro para que nele pudesse ser escrito um novo texto. É lícito imaginar que o escriba tenha lido o texto antes de apagá-lo, e é mais lícito ainda pensar que tenha sido influenciado pelo texto ausente. Quando criou o novo texto sobre o papiro reaproveitado, o escriba apropriou-se não somente da materialidade da obra violada por ele mesmo, mas dos ecos e dos lampejos que antes repousavam nas palavras do papiro raspado. Na lâmina de Noemí Escandell, veremos duas imagens como dois textos: a primeira, a imagem do mito Che Guevara morto (1967) que é também um ícone do fotojornalismo, em um registro
fotográfico histórico do repórter francês Marc Hutter, a segunda, uma pintura ícone da história da arte. A obra emblemática de Noemí Escandell é um cartaz no qual compara a famosa foto de Che Guevara morto, rodeado de militares bolivianos, com a lição de Anatomia do Dr. Tulp (1632), de Rembrandt (1606-1669). As duas apropriações de imagens, associadas pela surpreendente semelhança formal, criam uma demonstração do domínio de recursos da linguagem visual e uma efetividade de mensagem política sem apelar para o recurso discursivo. A arfista argentina foi uma das participantes do movimento Tucumén Arde, evento acompanhado de exposição documental sobre a crise da indústria açucareira da região de Tucumán, na Argentina, levado a efeito em 3 de novembro de 1968, evento marcante da arte política e ativista dos anos 1970 na América Latina.


