-
O Casamento de Rebeca e Isaac
- Voltar
Miniatura
Número de registro
C03124
Artista
Título
O Casamento de Rebeca e Isaac
Data
1966
Denominação
Técnica/Material
Suporte
Dimensões
82 x 52 cm
Texto para etiqueta
Zoravia Bettiol
(Porto Alegre, RS, 1935)
O Casamento de Rebeca e Isaac, 1966
Xilogravura
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Mídias relacionadas
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Exposições
Textos
Notas do educativo
Em O Casamento de Rebeca e Isaac, Zoravia Bettiol representa uma passagem contida no Livro de Gênesis da Bíblia cristã na qual Abraão, pai de Isaac, pede a um de seus servos que procure uma esposa para seu filho. Ao visitar outra cidade, ele encontra a camponesa Rebeca, que então se casa com Isaac. Aqui, o papel de Rebeca é operacional: além de genitora dos netos de Abraão, a mulher serve como meio para Isaac superar a morte de sua mãe, que recém havia falecido. Mais do que um conto de amor, a passagem bíblica é uma narrativa dogmática. Na versão da artista, o casal é representado a partir de uma visão que prioriza a celebração de uma paixão. Diferentemente da narrativa contida no Antigo Testamento, a imagem é cheia de cor e vivacidade. Enquanto, na história original, o amor do casal funciona como mero receptáculo dogmático, na gravura de Zoravia Bettiol, Rebeca e Isaac são sujeitos de sua própria vivência, extrapolando suas funções familiares e espirituais. Ao priorizar o valor poético da história em detrimento de seu valor histórico-dogmático, a artista possibilita uma renovação da paixão de Rebeca e Isaac. Ao observarmos a pintura Dança em família, de Maria Di Gesu, notamos um modo semelhante de lidar com as narrativas que circundam uma imagem. A artista italiana chega ao Brasil como exilada, ainda no fim da adolescência. Influenciada pelas memórias de sua terra natal, ela usa sua própria história como base narrativa de suas obras. Leve, sentimental e colorido, seu quadro de 1981 retrata um momento de celebração. Por mais que a pintura carregue o tom nostálgico típico da sua produção, a alegria da cena a transforma em uma imagem pictórica de alto valor poético.
Texto para o material educativo da mostra "Há Pouco?", 2026.


