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Nuvens e Torre, da série Contra Memória
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Miniatura
Número de registro
C02452
Artista
Título
Nuvens e Torre, da série Contra Memória
Data
2013
Denominação
Dimensões
260 x 86 cm
Texto para etiqueta
Luanda
(Porto Alegre, 1974)
Nuvens e torra, da série Contra memória, 2013
Fotografia. Impressão giclée em papel algodão
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Mídias relacionadas
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Exposições
Textos
Notas do educativo
A artista nos dá o caminho da sua obra no título da série Contra Memória. O aspecto nebuloso na sequência de imagens nos causa a ideia de apagamento. O desaparecimento das torres se evidencia com a passagem das nuvens e pelo uso proposital de negativos deteriorados. Nas palavras dela, “a série Contra a Memória é um conjunto de trabalhos em fotografia no qual procurei produzir uma imagem irreal, ou seja, a imagem captada não reproduz o que eu estava vendo no momento da captura da imagem enquadrada. Ao produzir esta imagem ‘inexistente’, procurava um sagrado que transbordava aquela arquitetura. Obras que levam
nosso olhar a um outro plano, ao céu ou ao sagrado. Foram organizadas sequências de imagens que articulam uma certa narrativa do olhar sobre a passagem do tempo com o quase desaparecimento da torre e a maior presença das nuvens.” A fotografia da Igreja Santa Teresinha, no bairro Bom Fim de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, possui quatro imagens em sequência a partir de negativos de 4x6 cm, efetuada com um filme PB vencido. O céu parece tomar conta do fotograma no final da sequência juntamente com o trabalho dos fungos no negativo vencido e toda a sua deterioração. Marcas do tempo e do sagrado.
Composição e técnica que investem na fabulação. A memória dos percursos da artista pelo bairro fica marcada pelos vestígios da arquitetura da Igreja. Na obra Desvelo – Dálmata, de Dirnei Prates (Porto Alegre, 1965), os vestígios de memórias de infância são representados pela imagem desfocada do cachorro. Nos dois casos, uma certa afirmação identitária dos artistas produz as imagens entre as linhas de um passado recente e as urgências rememorativas do presente.
Material Educativo
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