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Totem
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Miniatura
Número de registro
C02390
Artista
Título
Totem
Data
2002
Denominação
Dimensões
255 x 54 x 70 cm
Texto para etiqueta
Patricio Farías
(Arica, Chile, 1940)
Totem, 2002
Vasos de louça pintados, madeira e ferro
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Subcoleção
Patricio Farías
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Exposições
Textos
Notas do educativo
Como um divisor de águas de trabalhos políticos para obras de conteúdo mais dirigido às poéticas particulares e intimistas, temos a grande coluna de vasos sanitários prateados, Totem (2002), peça com claras referências duchampianas, visitadas em outras obras de Patricio Farias. O artista alterna em sua produção de esculturas, vídeos e obras gráficas, a crítica, a ironia, com alusões à história da arte. Em 2017, completou 100 anos de Fountain (Fonte, 1917), obra ícone de Marcel Duchamp (1887-1968), apresentada de forma anônima, assinada por R. Mutt, como um objeto de arte, no Salão dos Artistas Independentes de Nova York. Anos antes, Duchamp já havia introduzido o conceito de ready-made em alguns de seus trabalhos, cuja proposta consistia na apropriação de objetos comuns, sem um valor
estético específico, como obras de arte, quando deslocados para o espaço expositivo. O ready-made pode ser compreendido como um gesto, como uma ferramenta ou como ação duchampiana, que busca questionar o próprio sistema da arte vigente.
Aqui, o famoso mictório ganha uma verticalidade monumental, o que nos faz lembrar a “coluna sem fim” de quase 30 metros de altura em metal dourado que Constantin Brancusi (1876-1957), escultor romeno, fez em 1937 para o parque Tirgu ji, próximo a sua cidade natal. A coluna de seis vasos sanitários prateados não isenta de verve humorística escatológica, presta uma homenagem paródica da condição humana em sua natureza física, em suas necessidades mais elementares. O título alude a uma mitologia, ganhando um perfil grotesco e exaltando precisamente o pior, o dejeto, como matéria aludida.
Material Educativo
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