Multifacetada no ofício artístico, Maria Lídia Magliani foi pintora, desenhista, ilustradora, diagramadora, figurinista, cenógrafa e gravadora que, de um modo visceral, entregou sua vida ao exercício pleno da arte. A gravura traz o esforço em seu traço, e isso se dá pela manipulação do suporte, o qual é marcado, raspado, furado, riscado tanto na xilogravura de Maria Lídia Magliani quanto na gravura em metal de Sonya Grassmann. Na gravura, o suporte é a superfície de onde se retira a matéria para se criar a forma; em ambos os casos, aparecem figuras femininas intensas, vibrantes e misteriosas. As duas obras colocam a mulher em relação com a natureza, representada nas flores e na serpente carregadas de simbolismos.
Texto para o material educativo da mostra "Há Pouco?", 2026.