Carlo Belloli (Milão, Itália, 1922 – 2003) foi um influente poeta e crítico de arte italiano, reconhecido por seu papel significativo na formação da poesia visual e concreta. Estreitamente ligado ao movimento futurista, Belloli foi apoiado por Filippo Tommaso Marinetti, o fundador do Futurismo, que viu nele o potencial para dar continuidade e expandir as ideias revolucionárias do movimento. Belloli ganhou destaque com a publicação de Testi-poemi murali ("Poemas de Texto na Parede") em 1944, uma coletânea apresentada pelo próprio Marinetti. Esta obra inovadora lançou as bases para a poesia concreta, um gênero que emergiu plenamente na década seguinte. As criações de Belloli combinavam de forma singular elementos textuais com composição visual, frequentemente desafiando as formas poéticas convencionais e convidando os leitores a considerar a poesia como uma experiência tanto linguística quanto visual. Sua arte e poesia inovadoras foram apresentadas em diversas exposições internacionais de destaque, incluindo "Ignacio Gómez de Liaño: Abandonando a Escrita". no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía em Madrid (2019) e em "Intermedia: Archivio di Nuova Scrittura" no Museion em Bolzano (2019). Hoje, Belloli é celebrado por seus esforços pioneiros na poesia visual e concreta, criando uma ponte entre as práticas de vanguarda do Futurismo do início do século XX e a exploração artística contemporânea.