David Mayor (Cullompton, Inglaterra, 1948) é artista, historiador da arte e editor. Enquanto estudava na University of Exeter, no início da década de 1970, cofundou a Beau Geste Press com Felipe Ehrenberg e Martha Hellion, experiência que o aproximou do movimento Fluxus. Mayor organizou uma exposição dedicada ao Fluxus e entrevistou diversos artistas associados ao movimento. Sua mãe, Beate, nascida na Áustria, era pintora amadora e filha da atriz Anny Schey von Koromla, nascida Schindler, que emigrou para o Reino Unido com a família no início da década de 1930; Anny havia sido casada com o físico Robert von Lieben, tio da artista Marie-Louise von Motesiczky.
A Beau Geste Press, ativa em Devon entre 1970 e 1976, tornou-se uma das editoras independentes de vanguarda mais influentes do período pós-guerra e um importante projeto colaborativo transnacional. A oficina e comunidade de impressores produziu livros de artista, livretos conceituais, panfletos, revistas, folhetos, cartões-postais e outros objetos gráficos, frequentemente em colaboração com artistas ligados ao Fluxus e utilizando procedimentos experimentais como encartes, páginas dobradas, estênceis, fotografias, carimbos e colagens. O projeto articulava contracultura, experimentação gráfica e atravessamentos entre diferentes meios e campos disciplinares.
Em 1972, a Beau Geste Press lançou Schmuck, publicação periódica organizada em edições dedicadas a diferentes culturas ou regiões e voltada a ideias e práticas artísticas antiautoritárias. Participaram de suas edições artistas, poetas, músicos e teóricos como Cecilia Vicuña, Ulises Carrión, Helen Chadwick, Carolee Schneemann, Claudio Bertoni, Michael Nyman, Opal L. Nations e Ben Vautier.