Guglielmo Achille Cavellini (Bréscia, Itália, 1914 – 1990), também conhecido pela sigla GAC, foi um artista e colecionador italiano. Iniciou sua trajetória trabalhando na loja dos pais, atuando como vitrinista e pintor de letreiros. Entre as décadas de 1940 e 1950, dedicou-se à formação de uma importante coleção de arte abstrata. A partir dos anos 1960, passou a focar em sua própria produção artística, incorporando influências do neo-dadaísmo, da performance e da arte postal. Na década de 1970, Cavellini iniciou a série "autohistorização", um processo de construção de sua própria trajetória como personagem histórico da arte. Essa empreitada envolveu performances, festivais, autorretratos, correspondências e até a redação de um verbete enciclopédico sobre si mesmo. Antecipando, inclusive, as comemorações de seu centenário em 2014. Em 1981, participou da Mostra Internacional de Arte Postal, realizada na Galeria Chaves. Na FVCB, teve suas obras exibidas nas exposições Um ponto de ironia (2011), A Condição Básica (2018) e Sem Metáfora (2024).