Hervé Fischer (Paris, França, 1941) é artista, filósofo e sociólogo. Formou-se na École Normale Supérieure, em Paris, e lecionou por muitos anos sociologia da comunicação e da cultura na Sorbonne, onde desenvolveu estudos em filosofia e sociologia. Criador da chamada “arte sociológica”, a partir de 1971 desenvolveu projetos de participação pública com rádio, televisão e mídia impressa em diferentes países da Europa e da América Latina, antes de se estabelecer em Quebec. Foi convidado da Bienal de Veneza em 1976, da Bienal de São Paulo em 1981 e da Documenta 7, em Kassel, em 1982, além de realizar exposições individuais no Musée Galliéra, no Musée d’Art Contemporain de Montréal e em instituições da América Latina e da Europa.
Em Montreal, cofundou com Ginette Major a Cité des arts et des nouvelles technologies, ligada à exposição Images du Futur, ao Café Électronique e a projetos de animação computadorizada e cultura digital. Também participou da criação da Infographie Canada, do Festival Internacional de Cinema Científico de Quebec, do Mercado Internacional de Multimídia e da rede Science Pour Tous. Entre 2000 e 2002 ocupou a cátedra Daniel Langlois de Belas-Artes e Tecnologias Digitais na Universidade Concordia e participou da concepção do consórcio Hexagram; desde 2006 atuou como professor associado e diretor-fundador do Observatório Digital Internacional da UQAM. Em 1987, foi coautor e produtor do curta de animação computadorizada Le Chant des Étoiles, premiado em 1988, e recebeu, entre outras distinções, reconhecimento cultural do governo cubano e o Prêmio Leonardo Makepeace Tsao, compartilhado com Ginette Major.
Fischer publicou numerosos livros e artigos sobre sociologia da arte, comunicação e cultura digital, entre eles Art and Marginal Communication (1974), Théorie de l’art sociologique (1976), L’Histoire de l’art est terminée (1981), The Digital Shock (2006), Le romantisme numérique (2002), CyberProméthée (2003), La planète hyper (2004), Nous serons des dieux (2006) e L’avenir de l’art (2010). Desde 1999 retomou a pintura de modo mais sistemático, relacionando-a à cultura digital, e em 2011 iniciou o que chamou de tweet art, difundindo pequenos ícones digitais de caráter filosófico e interrogativo.