Július Koller (Piešťany, 1939 – Bratislava, 2007) é uma figura intelectual das vanguardas do pós-guerra, tanto nos países do antigo bloco soviético quanto no Ocidente. Desde o início da década de 1960, Koller ocupou uma posição marginal na Tchecoslováquia comunista, desenvolvendo seu trabalho à margem das instituições oficiais.
Desde sua redescoberta nos anos 1990, tornou-se uma importante fonte de inspiração para artistas e intelectuais em diversas partes do mundo. Július Koller trabalhou com métodos artísticos radicais que distanciavam sua produção dos formalismos da arte e de qualquer tipo de esteticismo. Em vez disso, dedicou-se à criação de “novas situações culturais”.
Sua arte tinha como objetivo promover “uma nova vida, uma nova criatividade e uma nova cultura cosmo-humanista”. Sua estratégia consistia em utilizar objetos reais e a própria vida cotidiana como um programa de operações permanentes, questionando o presente para abrir possibilidades para futuros alternativos.
Por isso, em toda a sua obra, evitou deliberadamente qualquer forma de virtuosismo técnico ou domínio artesanal como valor artístico em si. referência: