Juraj Meliš (Nové Zámky, Tchecoslováquia, atual Eslováquia, 1942 – Skalica, Tchecoslováquia, atual Eslováquia, 2016) foi um artista de urgente desafio ético e de visão escultural única – antitradicional. Tornou-se um dos escultores eslovacos mais distintos e originais, criador de ambientes – cenários e objetos; a partir da virada da década de 1960 para a década de 1970, apresentou uma nova visão antiestética, “plebeia”, da escultura. Refletiu de forma heterodoxa e inovadora sobre a relação entre o conceito então vigente e o objeto neodaísta, que se tornou para ele um meio de expressar atitudes sociais e morais intransigentes, fossem elas relacionadas à ecologia ou à categoria de liberdade individual na sociedade. Durante a normalização, com oportunidades de exposição muito limitadas, dedicou-se à criação de poesia visual, produzindo álbuns gráficos com “notas esculturais” e projetos de esculturas não realizadas, que distribuía entre amigos.