Luis Camnitzer (Lübeck, Alemanha, 1937) é artista, educador, crítico e historiador, pioneiro da arte conceitual. Nascido na Alemanha e criado no Uruguai, chegou a Nova York em 1964 e, juntamente com Liliana Porter e José Guillermo Castillo, fundou o New York Graphic Workshop, coletivo que investigou novas possibilidades políticas, conceituais e formais da gravura.
Entre as preocupações centrais de Camnitzer estão a linguagem, as convulsões políticas e sociais da América Latina — especialmente a ditadura uruguaia entre 1973 e 1985 — e as funções pedagógicas da arte. Sua produção parte da compreensão da arte como mecanismo de aquisição de conhecimento, em oposição à simples produção de objetos, e frequentemente adota postura crítica em relação ao mercado de arte. Em 1971, por exemplo, concebeu a venda de sua própria assinatura, precificada por polegada, como comentário sobre mercantilização e especulação.
Camnitzer também atua como curador e crítico. Foi responsável pela curadoria de Global Conceptualism: Points of Origin, 1950s–1980s, apresentada no Queens Museum of Art em 1999. Em seus escritos e projetos curatoriais, defende a impossibilidade de separar as práticas artísticas de seus contextos políticos de produção.