Vladimir Popovič (Kežmarok, Tchecoslováquia, atual Eslováquia, 1939 – Bratislava, Tchecoslováquia, atual Eslováquia, 2025) foi artista eslovaco. Cresceu no leste da Eslováquia, aos pés dos Altos Tatras, experiência que permaneceu presente em sua produção por meio das cores, formas e padrões associados à paisagem da região. Aprendeu violino e começou a desenhar e pintar ainda jovem, especialmente durante uma convalescença por tuberculose em 1952. Mudou-se para Bratislava para estudar na Escola de Artes e Ofícios e, em 1959, ingressou na Academia Eslovaca de Belas-Artes. Durante a década de 1960 destacou-se entre os estudantes por uma produção experimental vinculada às vanguardas europeias.
A invasão da Tchecoslováquia pelo Exército Soviético, em 1968, marcou profundamente sua trajetória. Nos anos seguintes produziu obras de forte carga emocional, entre elas a escultura monumental Catapulta (1970), concebida como símbolo da luta entre a Tchecoslováquia e a União Soviética. Durante o regime, dividiu-se entre encomendas para edifícios públicos, necessárias à subsistência, e a produção privada em ateliê, mantendo-se afastado da ideologia oficial. Viagens à Iugoslávia, Grécia, França, Alemanha, Japão e Cuba ampliaram suas referências. Em 1975 sofreu um grave acidente automobilístico e passou por diversas cirurgias; na década de 1980, em meio ao endurecimento político e à saída de seu filho para o Reino Unido, sua obra tornou-se mais austera e monocromática.
Após a Revolução de Veludo, em 1989, Popovič foi convidado a integrar o corpo docente da Academia Eslovaca de Belas-Artes e Design. Sua trajetória foi reconhecida por uma monografia, por uma grande retrospectiva na Galeria Nacional Eslovaca em 2002 e por sua nomeação como professor da Academia. Depois de 17 anos de docência, aposentou-se para dedicar-se integralmente à produção artística; em 2010 realizou uma importante exposição individual no Museu de Arte Danubiana. Faleceu em Bratislava em 20 de abril de 2025.