Carlos Asp, em Sem título (dec. 1970), utilizou o papelão como material para confecção da obra. Ela remete à ilusão, e o artista aproveita os efeitos da perspectiva e da profundidade, instaurando todo um ambiente mágico consonante com a representação da natureza. O uso de portas, janelas e umbrais como metáforas é recorrente tanto na história da arte como na literatura, e essas imagens podem ser interpretadas no sentido de uma transformação ou de uma mudança de condição existencial, algo inerente a toda experiência humana.