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Cédula de Identidade II
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Miniatura
Número de registro
C01128
Artista
Título
Cédula de Identidade II
Data
1970
Denominação
Técnica/Material
Suporte
Dimensões
28,6 x 21,8 cm
Texto para etiqueta
Paulo Bruscky
(Recife/PE, 1949)
Célula de identidade II, década de 1970
Fotocópia
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Mídias relacionadas
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
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Textos
Notas do educativo
Nas duas fotocópias da década de 70, Paulo Bruscky se faz presente com a fotografia da boca aberta e a própria língua como ponto central da imagem. O humor forte, ao mesmo tempo sutil e transparente, emana da sua produção artística e nestas duas obras mais especificamente, que brincam com a própria essência da reprodução (fotocópia de carteiras de identidade). A rebeldia da língua performática entra em embate com a padronização das fotografias para documentos, aqui transmutadas em vultos, sombras, fantasmas, apagamentos de identidade. Bruscky se vincula, a partir da década de 70, a um conceitualismo mais político e contaminado nas artes visuais do período, filiando-se logo à poesia visual, ao happening, à performance, às novas tecnologias, à metamorfose dos objetos e à apropriação de meios e imagens. Em Cédula de identidade |, a figura da Justiça, colada sobre a língua, está acompanhada da frase: “Comunicar com a verdade a todos nós”; na testa, vemos a imagem de um doce ou algo derretendo. A Cédula de identidade Il traz a imagem apropriada de uma revista onde vemos uma gaiola. As duas fotocópias têm como fundo cédulas de identidade em negativo e um carimbo do artista. “Em 1970 comecei a fazer as primeiras experiências xerográficas não propriamente com distorções, porque a máquina não oferecia recursos. Eu pintava sobre as cópias, tirava várias cópias e trabalhava cada uma de maneira diferente. (...) Um aspecto importante na xerografia é que nunca se termina um trabalho, nunca se esgotam as possibilidades. Quanto mais se está trabalhando, mais a máquina, unida ao acaso e à ousadia, oferece opções novas. É sempre uma obra em aberto... nunca considero um trabalho xerográfico acabado...” (BRUSCKY, 2006, p. 119).
Material Educativo
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