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Sem Cruzeiros
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Miniatura
Número de registro
C01648
Artista
Título
Sem Cruzeiros
Data
1976/2014
Denominação
Técnica/Material
Suporte
Dimensões
28 x 21,5 cm
Texto para etiqueta
Almandrade
(São Felipe, BA, 1953)
Sem Cruzeiros, 1976/2014
Fotocópia
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Obras relacionadas
Textos
Notas do educativo
Apresentamos a obra Sem título (1977/1981) do artista, poeta e escritor baiano Almandrade, uma cópia de cheque manipulada e alterada, com o nome de Banco Almandrade. No trabalho, temos o humor como uma forma de crítica ao sistema financeiro. Na mesma linha de ironia, a obra Sem Cruzeiros (1976/2014) joga com o uso da preposição Sem, ao invés do numeral, Cem, foneticamente idênticos. Uma possível reflexão sobre a obra de Almandrade reside no fato de que, com a consolidação do sistema capitalista no século XX, não somente o sistema econômico passou a possuir papel preponderante na existência humana e das nações, mas, principalmente, o sistema financeiro. Entende-se sistema financeiro pelo conjunto de mecanismos que possuem a finalidade de transferir os recursos em poder dos poupadores e dos investidores para o setor produtivo e para o setor de consumo. Contudo, muitas vezes, os operadores desse sistema recebem críticas do chamado setor produtivo, tendo em vista que os ativos que circulam pelo sistema financeiro permanecem parados, não sendo investidos ou alocados na produção. Nesse sentido, a crítica dos chamados “capitalistas desenvolvimentistas” aponta que o não reinvestimento desse precioso dinheiro do sistema financeiro acaba por gerar estagnação econômica, onde a riqueza permanece não distribuída, sendo apenas remunerada por juros, e não cria desenvolvimento social e econômico para o país. Logo, o dinheiro em si não gera
riqueza, e sim, o seu uso adequado, como foi explicitado pelas palavras do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade: “O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustra-se quem pensar que lá encontrará riqueza”.
Material Educativo
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