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BAÚ DUCHAMPIANO
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Miniatura
Número de registro
C01283
Artista
Título
BAÚ DUCHAMPIANO
Data
1999
Denominação
Texto para etiqueta
Patricio Farías
(Arica, Chile, 1940)
BAÚ DUCHAMPIANO, 1999
Baú de ferro, madeira, vidro e massa de modelar
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Subcoleção
Patricio Farías
Mídias relacionadas
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Exposições
Textos
Notas do educativo
A existência de uma latência duchampiana na trajetória de Patricio Farias revela não só uma filiação estética explicitada em várias obras, com objetos ou instalações em diálogo com trabalhos do artista francês Marcel Duchamp (1887-1968), como também uma respiração e um olhar próximos das operações de descontextualização, não só artísticas. A obra de Patricio Farias, de maneira semelhante, valoriza os jogos de linguagem e do humor e transmite a importância da negociação visual entre ideia e sociedade. Na medida dessas aproximações simbólicas, apresentamos nesta lâmina uma mala duchampiana, de 1999 (na realidade, um baú ou o cofre de tesouro), que contabiliza várias peças alusivas, mini maquetes de obras do artista francês em redoma de vidro, como outra continuação da Caixa em Mala (1935-41), que Duchamp fez como coleção didática e portátil de sua obra. Na linha da frente, da esquerda para a direita, temos as seguintes obras em miniaturas criadas por Patricio Farías: Viúva Imprudente (1920); Fonte (1917); Roda de Bicicleta (1913); Suporte de garrafas (1914-1964); Tortura-morte (1959); Com Barulho Secreto (1916); e, ao fundo, Apolinére Enameled, Apolinére esmaltado (1914-1964). Nesta última obra, Patricio se alimenta do espírito paródico e subversivo duchampiano, realizando também um vídeo que ilustra esta obra enigmática. Uma mise-em-scêne, neste caso, da peça pintada, convertida em cenografia para o vídeo de mesmo título, produzida em 2006. Aqui, reproduz-se a situação daquela pintura-ready-made, que enaltecia e "esmaltava" o poeta Guillaume Apollinaire como o mentor de uma época, com o devido humor e jogo de palavras sobre o anúncio de uma pintura industrial (Verniz Sapolin). Tudo ganhou de novo não só uma transferência diferente do código artístico, mas, também, o traslado de dimensões e escala, assim como movimentos, ação e uma interpretação fílmica. Pensar a arte da segunda metade do século XX significa marcar posição sobre esse artista.


