facebook youtube

Exposições Anteriores

Catálogo | MUNTADAS/SILVEIRA. Diálogos. Mundo, Arte, Vida.

Já está disponível o catálogo da exposição “MUNTADAS/SILVEIRA. Diálogos. Mundo, Arte, Vida.” que pode ser acessado no link abaixo:

Catálogo | MUNTADAS/SILVEIRA. Diálogos. Mundo, Arte, Vida.

Com projeto gráfico de Thaís Franco, o catálogo reúne textos de Pablo Santa Olalla e Ana Maria Belluzzo.

Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

Material educativo para download | MUNTADAS/SILVEIRA. Diálogos. Mundo, Arte, Vida.

Disponibilizamos aos professores, estudantes e ao nosso público em geral, o material educativo da exposição MUNTADAS/SILVEIRA. Diálogos. MUNDO, ARTE, VIDA, tendo como objetivo compartilhar nossas experiências em Arte-educação com todos e todas em suas residências e, em um futuro próximo, presencialmente, na Sala dos Pomares.


Regina Silveira, Mea culpa, 2007

Download PDF:
Material educativo | Muntadas / Silveira. Diálogos. Mundo, Arte, Vida

Nos acompanhe nas redes sociais e tenha acesso a mais conteúdos.
facebook.com/fvcbarcellos
instagram.com/fvcb__
https://www.youtube.com/c/fvcbrs

Visite online a Exposição MUNTADAS/SILVEIRA. Diálogos. Mundo, Arte, Vida. atualmente na Sala dos Pomares da Fundação Vera Chaves Barcellos

Devido ao Decreto nº 55.154, de 1º de abril de 2020, que reitera a declaração de estado de calamidade pública em todo o território do Estado do Rio Grande do Sul para fins de prevenção e de enfrentamento à epidemia causada pelo COVID-19 (novo Coronavírus), a Fundação Vera Chaves Barcellos, também preocupada com seu público, informa que permanecerá com suas instalações fechadas à visitação por período ainda indeterminado.

Nosso espaço físico estará fechado, mas você pode nos acompanhar nas redes sociais: Instagram (@fvcb__) e facebook.com/fvcbarcellos.

______

A exposição Muntadas / Silveira: Diálogos. Mundo, Arte, Vida, programada para inaugurar no dia 21 de março de 2020, pode ser vista montada na Sala dos Pomares, em formato PDF.

A mostra, com curadoria de Pablo Santa Olalla, reúne mais de 40 trabalhos dos artistas Regina Silveira e Antoni Muntadas e teve o apoio da Bolsa de Arte de Porto Alegre, e do Instituto Cervantes.

As trajetórias de Regina Silveira e de Antoni Muntadas, embora diversas, têm pontos comuns significativos, como o movimento constante, a experimentação e o olhar sempre à frente. Há muitos anos que conversam, mas esta é a primeira exposição conjunta dos dois artistas. Nela abre-se um diálogo entre seus trabalhos, articulado em torno de três conceitos gerais. Os espaços públicos e privados, a sociedade, a política e a comunicação organizam o mundo, e, portanto, faz-se necessário analisá-los. Na arte, o desvio dos referentes abre espaço para um discurso questionador, dando preferência às metodologias projetuais em vez de aos modos de fazer tradicionais. Para dar lugar à vida, o devaneio e a abstração da história têm de ser distraídos, fazendo da mordacidade um posicionamento estável frente ao futuro. Na proposta de conversa artística entre Muntadas e Silveira desta exposição, seja em sintonia ou por meios diferentes, esses conceitos abrem-se a novos estratos de significação, que não só partem de um olhar crítico e irônico, mas também o exigem àquele que os queira iluminar.

Aqui você encontrará conteúdo exclusivo, com imagens das obras e textos preparados para a exposição.

Imagens da exposição

https://drive.google.com/file/d/1zMqm6bvjHCuaxO5iFGc1snUljTxcykrR/view?usp=sharing

Mais informações sobre a exposição

https://drive.google.com/file/d/183rjVG7JuxBl8xVnjENIHxBLkdnL_PgY/view?usp=sharing


ABERTURA – “Eu estou aqui agora”

No dia 31 de agosto de 2019, a Fundação Vera Chaves Barcellos inaugura a mostra coletiva Eu estou aqui agora, com curadoria de Elaine Tedesco e Luísa Kiefer. A exposição reúne mais de 30 trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros, incluindo fotografias, videoarte, instalações, pinturas, desenhos e esculturas.

A exposição Eu estou aqui agora, como seu título pontua, aborda a presença e o tempo presente. A mostra tem como ponto de partida a performance Momento Vital, de Vera Chaves Barcellos, na qual a artista repete, e reitera, inúmeras vezes que “eu estou aqui presente agora”. A
ação de centramento na leitura, que se autorreferencia em seu fazer, ecoa na pesquisa curatorial servindo de elo para pensar as diferentes relações entre as obras que integram o acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos e outras produções escolhidas especialmente para esta ocasião. A afirmação da artista ressoa logo na entrada do espaço expositivo e se refaz, novamente, ao longo das obras. Como um mantra repetido em voz baixa, uma espécie de meditação. A performatividade, o deslocamento de objetos de uso doméstico, as intervenções, os convites à participação, permeados por posicionamentos críticos em relação ao contexto social, com ironia, nonsense e irreverência são táticas elencadas pelos artistas em seus processos de trabalho que estruturam-se substancialmente nas obras apresentadas ao longo da exposição. Há nessa escolha o desejo de provocar a reflexão a partir de uma crítica sutil, de testar o olhar e o pensamento a partir de relações e de pontuações sensíveis, bem humoradas, porém densas. As obras, de diferentes tempos, estão aqui, agora. Algumas, feitas há anos, são tão urgentes quanto quando foram criadas. Outras, mais recentes, também não deixam de estar ligadas ao passado. E há ainda outras, nas quais esse agora, sem tempo, pulsa. Para onde mais vamos com esse aqui agora?

SOBRE OS ARTISTAS

A exposição conta com obras do acervo da FVCB e de artistas convidados especialmente para a mostra. Entre eles estão o grupo 3NÓS3, Alexandre Copês, Antoni Muntadas, Camila Leichter, Dione Veiga Vieira, Domènec, Fernanda Gassen, Glaucis de Morais, Heloísa Schneiders da Silva, Lenora de Barros, Lia Menna Barreto, Marilá Dardot, Mario Ramiro, Marlies Ritter, Marina Camargo, Milton Kurtz, Patrícia Francisco, Patricio Farías, Regina Vater, Samy Sfoggia e Vera Chaves Barcellos.

SOBRE AS CURADORAS

Elaine Tedesco, Porto Alegre, RS, 1963
Artista plástica com produção em fotografia, instalação e videoperformance. É professora ligada aos cursos de graduação e pós-graduação do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuando na área de fotografia e vídeo. Participou de diversas exposições coletivas, sendo as mais recentes: Apropriações, Variações e Neopalimpsestos, na FVCB, em Viamão/RS, em 2018. Em 2016, participou da Ocupação Coaty, em Salvador, Bahia, Das Meer/ The Sea e Medienwerkstatt zur Berliner Liste 2016, em Berlim, Alemanha. Possui obras em coleções públicas: MARGS | RS, MAC | RS, MAC | Paraná, MAM | Bahia, Museu de Arte de Brasília, Museo de Arte Latino Americano de Buenos Aires (MALBA), Casa das 11 Janelas e FVCB. Esteve presente na segunda e na quinta Bienal do Mercosul (1999 e 2005 respectivamente), realizada em Porto Alegre, RS. Em 2007, esteve presente na 52a. Esposizione Internazionale d’Arte, La Biennale di Venezia, curadoria Robert Storr, Veneza, Itália.

Luísa Kiefer, Porto Alegre, RS, 1986

É doutora em História, Teoria e Crítica de Arte pelo Programa de Pós- Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Realizou estágio doutoral no departamento de fotografia da School of Media, Arts and Design da University of Westminster, Londres, Inglaterra. É Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pelo mesmo programa e jornalista formada pela PUCRS. Desde 2013, atua como curadora independente, tendo realizado exposições em diversos espaços de arte de Porto alegre, como Fundação Ecarta, Galeria Gestual, Espaço Cultural ESPM, Galeria Mamute, Sala Branca da Galeria Alice Floriano e Instituto Ling. Coordena o Atelier das Pedras, espaço que abriga o acervo da artista Gisela Waetge. Atualmente, é coordenadora e curadora do Linha (Espaço cultural independente). Vive e trabalha em Porto Alegre.

Claudio Goulart | Quando o horizonte é tão vasto

A Fundação Vera Chaves Barcellos exibe a mostra individual Claudio Goulart | Quando o horizonte é tão vasto, com curadoria de Fernanda Soares da Rosa. A exposição reúne mais de 60 trabalhos do artista brasileiro, incluindo fotografias, videoarte, instalações, livros de artista, arte postal, colagens, registros de intervenção urbana, de exposições e de projetos em vídeo.

Parte desses trabalhos foram desenvolvidos para projetos maiores que Goulart exibiu em diversos países. As obras foram recentemente incorporados ao acervo artístico da FVCB através da doação realizada pela Fundação Art Zone — instituição holandesa criada ainda em vida por Goulart.

De 02 de setembro a 16 de dezembro a Fundação Vera Chaves Barcellos, apresenta a exposição . A àrea externa, que já foi palco de performances e abriga uma obra de Antoni Muntadas, desta vez, será ocupada por diversas obras – algumas delas criadas exclusivamente para a exposição, estabelecendo uma viva interação entre arte e natureza.

, expressão que dá titulo à mostra, refere-se ao equilíbrio de duas partes de uma fórmula. A concisão do título tem dupla função: almeja a ideia de síntese, ao mesmo tempo em que busca justapor, em equilíbrio, partes que parecem inicialmente opostas em um sistema: o peso e a leveza; o acaso e a ação consciente; a paisagem e a propriocepção; a clareza e a indefinição. Esta reflexão parte das indagações do duo de artistas Laura Cattani e Munir Klamt – que assinam como Ío –, ao desempenhar o papel de curadores.

Fotografias, litografias, vídeos, pinturas, objetos e instalações de artistas de diferentes gerações e nacionalidades integram . A mostra articula obras do acervo da FVCB com elementos distintos, como peças trazidas de coleções particulares e museus, agentes do ecossistema que cerca a Fundação (cupins, pássaros), e alguns trabalhos desenvolvidos especialmente para a mostra.

Conforme os integrantes de Ío: “a proposta curatorial de parte do Torus (ou Toro) – uma figura que corresponde a um espaço topológico homeomorfo ao produto de dois círculos, que funciona como se dobrássemos a realidade – como uma lâmina – e tornássemos conectados pontos que em um universo tridimensional fossem afastados. Conceitualmente, o Torus nos permite entender cada obra que compõe a exposição Aã, assim como a própria área em que esta está inserida, como pontos de passagem, alçapões ou trilhas que se conectam no agenciamento das ideias, no escasso uso cromático, na concisão e na pulsão das formas.”.

 

Artistas Participantes:

Angela Detanico e Rafael Lain | Angelo Venosa | Antônio Augusto Bueno | Bruno Borne | Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander | Carlito Carvalhosa | Carlos Pasquetti | Cildo Meireles | Claudia Paim | Dennis Oppenheim | Elaine Tedesco | Elcio Rossini | Elida Tessler | Frantz | Guilherme Dable | Iolanda Gollo Mazzotti | Jaume Plensa | José Rufino | Luiz Roque | Marcelo Moscheta | Marcos Fioravante | Marina Camargo | Mario Ramiro | Mário Röhnelt | Marlies Ritter | Martha Gofre | Nick Rands | Paulo Mog | Patricio Farías | Pedro Escosteguy | Perejaume | Rogério Livi | Rogério Severo | Shirley Paes Leme |Tula Anagnostopolus| Túlio Pinto.

 

A curadoria também presta uma referência ao artista norte-americano Gordon Matta-Clark, colocando à disposição do público facsímiles de imagens de seu trabalho Odd Lots, que é conhecido hoje pelo nome de Reality Properties: Fake States. 

Programação Paralela

Além das ações do Programa Educativo, com visitas mediadas e oferta do Curso de Formação Continuada em Artes para educadores, a FVCB promoverá uma instigante programação paralela à mostra, com encontros com teóricos, pesquisadores e artistas, em Viamão, Porto Alegre e outras cidades do Estado.

 Programa Educativo

O Programa Educativo da FVCB promove o Curso de Formação Continuada em Artes, uma programação inteiramente gratuita direcionada a educadores e interessados em conhecer mais sobre o universo das Artes Visuais. O Curso promove encontros paralelos à exposição em cartaz com artistas, teóricos, curadores e arte educadores, qualificando e estimulando o debate em torno da produção artística contemporânea e das questões por ela suscitadas.

Sobre os Curadores:

Ío (Porto Alegre, 2003)

Ío é um duo de artistas formado em 2003 por Laura Cattani e Munir Klamt, respectivamente doutoranda e doutor em Poéticas Visuais (UFRGS). Atualmente Munir Klamt ministra aulas na FURG, e Laura Cattani desenvolve sua pesquisa de doutorado na França. A Ío desenvolve trabalhos plásticos com diversos meios, contextos e plataformas, tais como vídeos, instalações, desenho, web art, performance ou fotografia, e vem atuando em curadoria independente. Em sua produção, destacam-se a exposição Aporia, do projeto RS Contemporâneo, vencedora do Prêmio Especial do Júri no IX Prêmio Açorianos de Artes Plásticas; Zede Etes, Destaque em Mídias Tecnológicas do III Prêmio Açorianos; Do Lado de Fora de um Quarto Fechado, premiada como Melhor Exposição no 2º Prêmio IEAVi. Dentre as exposições coletivas: Humanas Interlocuções, na Fundação Vera Chaves Barcellos (RS); Mutatis Mutandis, no Largo das Artes (RJ); Artesul Contemporánea. Centro de Exposiciones Subte, Montevidéu, Uruguai. LINDE, de sua curadoria, na CCMQ (Poa/RS) e Centro Conti (Buenos Aires/Arg), desenvolvido em residência na Sala_Taller III, do EAC (Espacio de Arte Contemporáneo) em Montevidéu. Também recebeu Menção Honrosa nos 1º e 4º Prêmios IEAVI de Incentivo às Artes Visuais e 9 indicações ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, por exposições, publicações e projetos coletivos.

NERVO ÓPTICO: 40 ANOS

40 anos depois do lançamento do primeiro cartazete Nervo Óptico – publicação aberta a divulgação de novas poéticas visuais, a Fundação Vera Chaves Barcellos apresentou a mostra Nervo Óptico: 40 anos, de 1ª de abril a 22 de julho, na Sala dos Pomares.

Com curadoria de Ana Albani de Carvalho, a exposição depois de uma temporada no Centro Cultural São Paulo (2016/2017 ganhou inédita configuração, especialmente pensada para o espaço expositivo da FVCB. Foram apresentados trabalhos – em obras da época e em versões recentes – dos artistas que integraram o grupo: Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos; além de obras de Romanita Disconzi e Jesus Escobar, artistas que participaram das atividades antecedentes à consolidação do Nervo Óptico. Documentos e registros fotográficos de performances e ações do período de atuação do grupo (1976 a 1978) também foram exibidos na mostra. Nervo Óptico: 40 anos é um convite para conferir a potência artística e a contemporaneidade do projeto Nervo Óptico.

Sobre Nervo Óptico

Responsável por uma intensa renovação no circuito artístico, o título Nervo Óptico abrange ações do grupo de artistas desde o lançamento do texto-Manifesto em 1976, passando pela criação e circulação dos cartazetes e pelas exposições realizadas até 1978, ano em grupo se desfaz.

“Publicação aberta a divulgação de novas poéticas visuais” o cartazete Nervo Óptico teve distribuição gratuita no Brasil e no exterior – aos moldes da arte postal – entre abril de 1977 e setembro de 1978, com tiragem de cerca de mil exemplares. Cada edição apresentou um trabalho desenvolvido especificamente por um artista, integrante do grupo idealizador ou convidado.

Silvio Nunes Pinto: Ofício e Engenho

No ano em que Viamão completa 275 anos, a FVCB homenageou a produção de Silvio Nunes Pinto,  artista viamonense com originalíssima criação, falecido há 11 anos e desconhecido do grande público.

De 27 de agosto a 16 de dezembro de 2016, a Fundação Vera Chaves Barcellos apresentou Silvio Nunes Pinto: Ofício e Engenho – exposição que destacou a força inventiva de um artista de vigorosa produção situada entre a artesania, o design e a arte popular.

Morto em 2005, Silvio Nunes Pinto não possuía formação artística tradicional, o que denota de modo expressivo o engenho e a originalidade do rico e diverso conjunto de trabalhos presente na mostra organizada por Vera Chaves Barcellos e Marcela Tokiwa.

A mostra reuniu desde pequenas peças como abotoaduras e pingentes de madeira até peças de mobiliário como mesas, estantes e armários; além de cadeiras esculpidas e esculturas de animais, pássaros e mamíferos, figuras humanas além de uma série completa de veículos militares e figuras do mundo rural. Grande parte das obras demonstra um agudo senso de observação do artista e algumas são portadoras de fino humor; outras são tanto representativas como utilitárias, a exemplo de uma série de luminárias, na qual traduz seu interesse pelo futebol e pela iconografia animal. A exposição reproduziu, ainda, na Sala dos Pomares, o espaço de trabalho do artista: uma diminuta casa de cerca de 10 m², onde o artista produzia seus trabalhos. No espaço, haverá a projeção de um vídeo.

Silvio Nunes Pinto: Ofício e Engenho abrangeu tanto o espectro criativo das obras como o engenho na elaboração destas e dos materiais de trabalho, constituindo, assim, uma introdução ao universo do artista, não só atrativa ao público de sua cidade natal, Viamão, como a todos os públicos de qualquer geografia.

Silvio Nunes Pinto por Vera Chaves Barcellos

Silvio Nunes Pinto nasceu em 1940, no município de Viamão, Rio Grande do Sul, pertencendo a uma família afrodescendente e numerosa, formada pelo casal e oito filhos, sendo ele um dos mais velhos.  Embora tenha inicialmente frequentado a escola durante um breve período, não se adaptou, e, mais tarde, não teve maiores oportunidades de uma educação formal, como alguns de seus outros irmãos. O pai, falecido em meados dos anos 50, foi trabalhador rural. A viúva, mulher de grande coragem e determinação, apesar de não letrada, criou seus filhos com dificuldade, sustentando-os com seus trabalhos domésticos, como cozinheira, lavadeira e passadeira. Silvio, tal como o pai, trabalhou no campo, junto a seu irmão Paulo, até meados dos anos 1970. Durante os anos de sua juventude, ambos foram jogadores de futebol amador em dois clubes da cidade.

Não temos muito claro o que impulsionou Silvio, a partir dos anos 60, a começar a fazer peças de artesania em madeira, atividade que mantém até sua morte. Trabalhou durante vários de seus últimos anos, a partir do inicio dos anos 1990, em uma pequena casa, de cerca de 10m2, junto à moradia de sua família (mãe, irmãs e irmãos), onde continuou sua produção, iniciada décadas antes.

Após sua morte, em 2005, prevendo-se que sua produção seria dispersa em doações a pessoas que não lhe dariam o devido valor, foi proposta à família a aquisição de todas as peças ainda mantidas no local. Foi nesse momento, quando entramos pela primeira vez em seu espaço de trabalho, abarrotado de esculturas e objetos os mais diversos, peças de mobiliário, equipamentos e instrumentos utilizados em seu oficio de artesão, que ficamos cientes do volume, da diversidade e da riqueza de imaginário de que sua obra era portadora.

Humanas Interlocuções

“A grandeza do homem está em ser ponte e não meta: o que nele se pode amar é o fato de ser ao mesmo tempo transição e declínio.”

Friedrich Nietzsche

“Saberemos cada vez menos o que é um ser humano.”
José Saramago

Abrindo a programação expositiva da Sala dos Pomares | 2016, de 09 de abril a 16 de julho, a Fundação Vera Chaves Barcellos apresenta Humanas Interlocuções – uma contundente amostra estética da presença da figura humana na arte contemporânea pelo prisma de 54 artistas; entre brasileiros, latino-americanos, europeus, norte-americanos e orientais. Fotografias, vídeos, impressões, litografias, colagens, objetos, serigrafias e xilogravuras integram o variado conjunto de obras, muitas delas exibidas na FVCB1 pela primeira vez. A curadoria é de Thaís Franco, responsável pelo acervo artístico da Fundação.

Abrangendo cerca de 50 anos de produção artística (de 1960 a 2016), a seleção de trabalhos tem como núcleo articulador o potente emprego do corpo pelos artistas: seja como suporte, seja como tema de investigação criativa; ou, ainda, como vetor de problematização da subjetividade em relação a diferentes esferas – simbólicas, políticas, sociais e culturais.

A mostra é constituída por segmentos temáticos postos em diálogo transversal, contemplando desde a construção do indivíduo; passando pelo corpo em sua potência comunicativa; o culto ao corpo em uma articulação entre as suas partes e particularidades; e, por fim, a massificação e dissolução da identidade.

Participam da mostra os artistas: Afonso Roperto, Albano Afonso, Alex Vallauri (ORG), Angela Jansen, Anna Bella Geiger, Bárbara Wagner, Begoña Egurbide, Berna Reale, Breno Rotatori, Carla Borba, Carlos Asp, Carlos Wladimirsky, Carolina Gleich, Christian Cravo, Cia de Foto, Claudio Edinger, Claudio Goulart, Dario Villalba, Denis Masi, Edgardo Antonio Vigo, Eduardo Cruz, Efrain Almeida, Elcio Rossini, Fernando De Filippi, Flávio Damm, Flávio Pons, Haroldo Gonzalez, Hirosuke Kitamura, Hudinilson Jr., Ío, Iole de Freitas, Jason Evans, Jaume Plensa, João Castilho, Jürgen O. Olbrich, Leon Ferrari, Mara Alvares, Milton Kurtz, Patricio Farías, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Rafael França, Ramon Rubio, Regina Silveira, Rintaro Iwata, Rogério Nazari, Romanita Disconzi, Sofia Martinou, Sol Casal, Susana Solano, Tony Camargo, Vera Chaves Barcellos, Vinicio Horta e Wilson Cavalcanti.

Humanas Interlocuções segue em cartaz até dia 16 de julho e terá uma intensa programação paralela. Palestras, encontros com artistas e teóricos, além do  Programa Educativo com as visitas mediadas e a promoção do Curso de Formação Continuada em Artes – são algumas das ações permanentes com as quais a FVCB segue oportunizando vivas experiências com a arte, estimulando a formação de novos públicos e valorizando a arte como instância de conhecimento e instrumento de importância na educação e sensibilização da formação humana.

DESTINO DOS OBJETOS

De 22 de agosto a 12 de dezembro de 2015, a Fundação Vera Chaves Barcellos apresentou a mostra Destino dos Objetos | O artista como colecionador e as coleções da FVCB. Impressões, desenhos, fotografias, gravuras, fotocópias, objetos, esculturas, colagens e vídeos integram a mostra que reúne um diverso grupo de 50 artistas de várias nacionalidades.

Com curadoria de Eduardo Veras, Destino dos Objetos examina como, por diferentes caminhos, os artistas se fazem colecionadores, ou, pelo menos, como seus trabalhos podem replicar algo do furor colecionista. Há aqueles que tratam de isolar, recolher e sacralizar peças específicas, peças que imediatamente perdem sua função original, mesmo que não renunciem às memórias que carregam. Há também aqueles em que, mais do que a escolha, despontam as noções de acúmulo, ordenamento e classificação. Entre uns e outros, o artista emerge como o sujeito dos desejos e das decisões, oferecendo ou adivinhando um destino para os objetos.

A exposição remonta ao gérmen da própria Fundação Vera Chaves Barcellos, cuja origem acervística encontra-se nas coleções de arte formadas pelos artistas Vera Chaves Barcellos e Patricio Farías ao longo dos anos, antes mesmo da formalização desse importante centro de divulgação de arte contemporânea.

Participaram da mostra artistas brasileiros, latino-americanos e europeus: 3NÓS3, Albert Casamada, Almandrade, Amanda Teixeira, Anna Bella Geiger, Antoni Muntadas, Boris Kossoy, Brígida Baltar, Cao Guimarães, Carlos Asp, Carmela Gross, Christo, Daniel Santiago, Elcio Rossini, Ester Grinspum, Evandro Salles, Feggo, Gisela Waetge, Gretta Sarfatty, Hannah Collins, Heloísa Schneiders da Silva, Hudinilson Jr., Jailton Moreira, Jesus R.G. Escobar, Joan Rabascall, Joaquim Branco, Joelson Bugila, Julio Plaza, Klaus Groh, León Ferrari, Lia Menna Barreto, Mara Alvares, Marcel-li Antunez, Marcelo Moscheta, Marco Antônio Filho, Marcos Fioravante, Maria Lúcia Cattani, Mariana Silva da Silva, Marlies Ritter, Mario Ramiro, Mário Rohnelt, Michael Chapman, Nicole Gravier, Nina Moraes, Patricio Farías, Rogério Nazari, Téti Waldraff, Ulises Carrión, Vera Chaves Barcellos e Waltércio Caldas.