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FOTO GRAFIA
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Miniatura
Número de registro
C02362
Artista
Título
FOTO GRAFIA
Data
1983
Denominação
Técnica/Material
Suporte
Dimensões
18 x 24 cm (cada)
Texto para etiqueta
Claudio Goulart
(Porto Alegre, RS, 1954 – Amsterdã, Países Baixos, 2005)
FOTO GRAFIA, 1983
Série fotográfica em P&B
Coleção Artistas Contemporâneos FVCB
Subcoleção
Claudio Goulart
Condições de reprodução
O uso de imagens é permitido para trabalhos escolares e universitários com caráter de pesquisa e sem fins lucrativos; outros usos mediante autorização, conforme a Lei de Direitos Autorais: Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Crédito obrigatório: Fundação Vera Chaves Barcellos.
Desdobramentos do item
Título
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Obras relacionadas
Textos
Notas do educativo
FOTO GRAFIA (1983) é composta, para a exposição, por 9 imagens selecionadas de uma série maior, com diferentes formas de apresentação. Capturadas por Claudio Goulart em Tóquio, Japão, tem início com o curioso monumento em homenagem a Tokugawa Leyasu (1543-1616), importante figura histórica, sendo ele o primeiro xogum do Xogunato Tokugawa, o responsável pela unificação do país, Na frase esculpida na pedra, em tradução livre, está escrito: “Óculos que pertenceram a Tokugawa Leyasu”. O artista irá registar fragmentos de paisagens de Tóquio, onde, no exercício do olhar, ele enxerga grafias ou desenhos nos segmentos de imagens capturadas pelo seu olhar sensível: juntos no lago viram linhas, o quadriculado da janela organiza a visão, o telhado vira textura, o prédio refletido n'água embaralha a nossa percepção. No processo de criação dessa obra, é de suma importância o ato de caminhar, talvez seja uma forma de permanecer à deriva na cidade, uma maneira de aguçar as percepções do entorno. O poeta francês Charles Baudelaire (1821 -1867) e o seu Flâneur, o filósofo Walter Benjamin (1892-1940) e a sua astuta exploração das Passagens da capital francesa e, posteriormente, o filósofo Guy Debord (1931-1994) e a sua teoria da deriva, indo explorar as potencialidades artísticas, literárias e, até mesmo, arquitetônicas do ato de caminhar ou de perambular pelas cidades. O artista utiliza-se desse modo de operar com o espaço e com as imagens de uma cidade estrangeira para realizar a obra. Claudio Goulart cria FOTO GRAFIA no seu primeiro contato com o Japão e com sua cultura milenar que prima pela simplicidade, pela síntese e pelo rigor estético, tal qual um haicai.
Material Educativo
Documento relacionado
Claudio Goulart: quando o horizonte é tão vasto – catálogo


